“Quem vive de passado é museu” – Acha que é só frase feita? Claro que você já ouviu essa frase muitas vezes, não é mesmo?

E a aplicação dela na vida real(em vários campos) é muito variada. No relacionamento profissional, familiar… muitas vezes vemos as pessoas cometendo os mesmos erros. Pais, que não conseguem conversar com os filhos sem tocar nos erros do passado, chefes que sempre voltam a mencionar os deslizes profissionais cometidos por seus chefiados, e assim por diante…

Mas, na vida a dois: relacionamentos amorosos, casamentos, namoros…, etc… ela  parece fazer mais sentido ainda.

E como tem gente que adora viver do passado!

Outro dia, eu ouvi um colega falar de “relacionamentos de museu”. Parece exagero, mas, é mais comum que se imagina. Alguns casais parecem não conseguir levar uma discussão de maneira sadia e positiva. Não conseguem focar na resolução de um problema proposto. E divagam em ressuscitar velhas histórias, velhas feridas que já deveriam estar sepultadas há séculos!

Em qualquer situação de crise, estresse, discussão, lá vem ele desenterrando tudo o que já passou. E como essas pessoas têm memória boa!

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Numa DR de casal, sempre tem aquele que nunca se esquece de nada. Traz à tona tudo, até problemas já resolvidos!

Embora caiba aqui certa dose de ironia, a verdade é que esse comportamento é extremamente negativo e prejudicial a um relacionamento saudável. Estudos mostram isso. E vou citar logo abaixo um caso real que exemplifica bem essa verdade.

Por isso, quer você esteja passando por esse problema, quer conheça alguém que está, certamente este artigo vai ser muito útil para seu crescimento pessoal.

“Quem vive de passado é museu” – O CASO CLARA

Há pouco tempo atrás, eu pude ajudar uma pessoa de nome Clara a vencer esse mau hábito em seu casamento. E, muito do que ela disse e viveu serve de experiência e é repetido por muitos casais.

Clara, era uma mulher de 35 anos de idade. Muito inteligente e de fácil comunicação. E tinha uma memória prodigiosa!

Ela me contou que em todas as discussões de casal sempre saía “vencendo”.  Pois usava sua memória infalível para  reviver velhos dramas ou relembrar velhas frases e atitudes que desconcertavam seu parceiro. No princípio, quando mais jovem, Clara achava tudo isso muito normal. E que era uma característica de sua personalidade, que eles tinham que lidar naturalmente como casal.

Porém, com o passar do tempo, e principalmente depois que tiveram uma filhinha, Clara começou a se questionar se não devia mudar sua maneira de agir. (nesse aspecto cabe aqui uma reflexão: A maioria dos casais crescem mais, amadurecem mais depois que passam a ter filhos)

Numa certa vez, depois de uma discussão de casal, ela trouxe à tona muitas coisas negativas que sua sogra havia dito, sobre ela e sobre o casamento deles também. Clara, não percebeu, porém, que sua sogra estava naquele dia em sua casa, pois veio buscar a neta para o balé, e ouvira tudo. Minutos depois daquela conversa, Eles ouviram um barulho na cozinha, um tombo. Era a sua sogra que teve uma séria queda de pressão. Correram imediatamente ao médico, seu cardiologista foi chamado e pôde ajudá-la em tempo.

E agora?

Passado todo esse susto, Clara começou a refletir em como mudar seu modo de abordar assuntos desagradáveis. E mais ainda, em como deixar de desenterrar velhas feridas, velhos problemas. De certa forma, aquele incidente com sua sogra lhe serviu para abrir os olhos.

Clara não percebia que um dia esse comportamento se mostraria tão doentio para seu casamento, que poderia por em risco a continuidade dele. Que seu companheiro, que até então se mostrava equilibrado e ponderado, poderia deixar de agir assim, e precipitar algo de negativo para aquele relacionamento.

Clara buscou ajuda. E em nossos coachings eu pude  lhe demonstrar como mudar aquele comportamento e substituí-lo por outro mais positivo e agregador.

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“Quem vive de passado é museu” – O RETROVISOR

Eu me lembro que um dos exercícios que lhe propus, foi simular dirigir um carro olhando apenas para o retrovisor. No início foi uma piada só. Mas, depois, a lógica fatal teve de ser encarada: Assim como tentar dirigir um carro olhando o tempo todo no retrovisor é acidente na certa, assim também dirigir uma vida amorosa, voltando o tempo todo às velhas feridas e velhos problemas é fracasso na certa!

Ficou bem claro que, tais lembranças não trazem valor algum. São lembranças desnecessárias de dores já vividas e até já superadas. Retomar tais problemas, ou dores, é como voltar a sofrer da mesma enfermidade e com o mesmo sofrimento.

Relembramos que um casamento saudável é feito de pessoas que olham para a frente. Estão sempre à busca de melhoramentos e ações que vão otimizar aquele relacionamento. Também, quando o parceiro percebe essa mentalidade no outro, ele tende a respeitá-lo ainda mais. Pois, vê o seu esforço em “andar para a frente”. E vê sua atitude positiva em esquecer velhas feridas que só vão causar mal ao relacionamento.

Assim, com esforço e exercícios práticos e vontade de mudar sua mentalidade, Clara, citada acima, pôde se livrar desse  mau comportamento, melhorou sua vida conjugal, e além de tudo, pôde passar a sua filhinha um exemplo melhor de como levar a vida.

“Quem vive de passado é museu” – Acha que é só frase feita? – CONCLUSÃO

Não, não é frase feita.

E muitos casamentos desabam porque não levam a sério o poder que têm as palavras. Ou não querem mudar um mau hábito que adquiriram desde cedo na vida.

E, na questão de sempre voltar aos velhos problemas despertar velhas feridas, os erros entre casais são enormes e recorrentes. E muitos, por não darem a devida atenção ao problema, pagam caro, com o próprio rompimento da relação!

Portanto, como eu sempre digo, não nascemos sabendo lidar com tudo na vida. Mas, podemos aprender.

E, se tivermos uma mentalidade de crescimento, certamente vamos aprender as melhores técnicas e estratégias para aplicar a um relacionamento a dois, e para torná-lo cada vez mais saudável, feliz e estável.

Lembrando sempre,

Se precisar, pode contar comigo e minha equipe através do Coaching Personalizado, ok? Siga-nos no nosso canal do YouTube também!

Um forte abraço

Dyuly Cardoso

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